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Histórias, Contos e Fábulas

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EYre:
Janela indiscreta

Um apartamento habitado por três raparigas e um rapaz. Cada um tinha o seu quarto. Mas também havia gente que passava e alguns vinham de visita e ficavam.

O quarto de banho dava por uma janela alta para um saguão, o qual na parede oposta tinha uma janela pequena e quadrada parcialmente tapada por uma fila de livros sobre uma estante. Era portanto possível procurar um livro, folhear um álbum, ler alto uma estrofe de um poema e, sem querer, olhar pela janela pequena e ver a janela alta em frente que podia estar aberta ou fechada conforme os casos e as ocasiões.

Aconteceu, quando Lúcia buscava um livro, ver Clara a tomar duche, de pé na banheira e deixou-se ficar. Viu-a fazer demorar a água nos lugares misteriosos onde o corpo interior vem à superfície, a boca, o sexo, o que a imobilizou, fazendo-a sentir o que desconhecia e a fez fugir, deixando desarrumado o livro que abrira.

Quando o telefone tocou era para ela, que chamaram e depois procuraram pela casa inteira, descobrindo-a fechada no quarto sem pretender responder ao que quer que fosse.

Pedro Paixão
in "Amor Portátil"

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Era uma vez a guitarra que não tocava, que não sorria, que não chorava, que não se exaltava com o vento...que era apenas e só... Ela!
Era uma vez uma guitarra cuja essência era o mar, cuja vontade era ser, cuja barreira era voar, cujas melodias eram a eternidade do prazer!
Era uma vez...

Era sim uma guitarra bem trabalhada com um esboço estranho de solidão escrito na sua pele... Uma guitarra que sabia o que queria mas que não sabia como o ser. Mas cantava, cantava tanto e tanto voava, nas terras bloqueada porque o seu sorriso uivava mais alto que todo o nosso ser.

Um dia viu-se unida à melodia de um violoncelo e juntos se encantaram nas vozes que soltavam, nas baladas que escreviam, nas cordas que se completavam.

Eram diferentes... mas uniram-se.

Ao inicio, apenas falaram. Por entre Lydians e Dorians. Os sorrisos iam aparecendo e eles...falavam... Havia algo que os unia: a música. Deambulavam ambos pelos mesmos caminhos. Cantavam, viviam, dançavam...eram...eternos! Quão belos, quão grandes...quão...altos.

Até que um dia o violoncelo se lembrou que sem maestro nada eram e que não iam ser tão altos quanto o que realmente queriam porque a sua solidão os prendia. Porém, a guitarra lançou uma sinfonia de dialécticas materiais e lançou--se ao mundo como ao violoncelo e antes que este pudesse dizer qualquer coisa, já ambos se envolviam num turbilhão de notas, de oscilações melódicas, na luz da sua união. Estavam...

...Felizes. Mas nessa felicidade as lágrimas eram exaltadas pela música e cada acorde era uma maré, cada escala uma realidade, cada pausa um momento eterno... Eram verdadeiros. Eram reais. Derramavam as lágrimas do que eles próprios diziam. E nessas lágrimas, o sangue e nesse sangue a magia e na magia...

...Na magia... quando envoltos no téctrico melódico, quando quase na hora do alvoroço sentimental...o fogo.

Pararam. Dançaram, sim, mas pararam. Olharam-se e olharam o fogo que escorria dos olhos de cada um, que deslizava as cordas de cada um, que uivava o oco de cada um, que se prolongava no eterno de cada um...

O fogo elevou-se, a música recomeçou, desta vez, sozinha. E eles olharam-se e viram-se na impossíbilidade de se agarrarem um ao outro, porque o fogo era deles e eles eram os polos opostos... A luz era a escuridão e a escuridão a inocencia das brumas....

Eles eram... felizes...

Eles eram... o impossível...

Sorriso metálico:
Aqui fica uma história, que dei no 5º ano de escola e nunca mais esqueci!adoro esta hoistória

Os Dez Anõezinhos da Tia Verde Água

Era uma vez uma mulher casada, mas que se dava muito mal com o marido, porque não trabalhava nem tinha ordem no governo da casa.
Começava uma coisa e logo passava para outra, tudo ficava a meio, de forma que quando o marido voltava para casa à noite nem tinha o jantar feito, nem água para os pés, nem a cama feita.
As coisas foram andando assim, até que o homem lhe começou a bater, e ela a passar muito má vida. A mulher andava triste por o homem lhe bater, e tinha uma vizinha a quem se foi queixar, a qual era velha e se dizia que as fadas a ajudavam. Chamavam-lhe a Tia Verde-Água.
– Ai, tia! Vocemecê é que me podia valer nesta aflição!
– Pois sim, filha. Eu tenho dez anõezinhos muito trabalhadores, e mando-tos para tua casa para te ajudarem...

A velha começou a explicar-lhe o que devia fazer para que os dez anõezinhos a ajudassem: que quando pela manhã se levantasse fizesse logo a cama, em seguida acendesse o lume, depois enchesse o cântaro de água, varresse a casa, arranjasse a roupa, e no intervalo em que cozinhasse o jantar fosse dobando as suas meadas, até o marido chegar.
Foi-lhe assim indicando o que havia de fazer, que em tudo isto seria ajudada sem ela o sentir pelos dez anõezinhos. A mulher assim fez, e se bem o fez melhor lhe saiu.

Foram-se assim passando os dias, e o marido estava tão pasmado por ver a mulher tornar-se tão arranjada e limpa que lhe disse que assim viveriam como Deus com os anjos.
A mulher contente por se ver agora feliz, foi a casa da Tia Verde-Água agradecer-lhe o favor que lhe fez.
– Ai, minha Tia, os seus dez anõezinhos fizeram-me um grande serviço! Trago agora tudo arranjado, e o meu homem anda muito meu amigo. O que lhe eu pedia agora é que mos deixasse lá ficar.
A velha respondeu-lhe:
– Deixo, deixo. Pois tu ainda não viste os dez anõezinhos?
– Ainda não; o que eu queria era vê-los.
– Não sejas tola; se tu queres vê-los olha para as tuas mãos. Os teus dedos é que são os dez anõezinhos.
A mulher compreendeu o que tinha acontecido, e foi para casa satisfeita consigo mesma por ter aprendido a ter gosto pelo seu trabalho.

♙Angelita/Devilita♟:
Fabula China



Se cuenta que allá para el año 250 A.C., en la China antigua, un príncipe de la región norte del país estaba por ser coronado emperador, pero de acuerdo con la ley, él debía casarse. Sabiendo esto,decidió hacer una competencia entre las muchachas de la corte para ver quién sería digna de su propuesta. Al día siguiente, el príncipe anunció que recibiría en una celebración especial a todas las pretendientes y lanzaría un desafío.

Una anciana que servía en el palacio hacía muchos años, escuchó los comentarios sobre los preparativos. Sintió una leve tristeza porque sabía que su joven hija tenía un sentimiento profundo de amor por el príncipe. Al llegar a la casa y contar los hechos a la joven, se asombró al saber que ella quería ir a la celebración. Sin poder creerlo le preguntó:

"¿Hija mía, que vas a hacer allá? Todas las muchachas más bellas y ricas de la corte estarán allí. Sácate esa idea insensata de la cabeza. Sé que debes estar sufriendo, pero no hagas que el sufrimiento se vuelva locura"

Y la hija respondió: "No, querida madre, no estoy sufriendo y tampoco estoy loca. Yo sé que jamás seré escogida, pero es mi oportunidad de estar por lo menos por algunos momentos cerca del príncipe. Esto me hará feliz"

Por la noche la joven llegó al palacio. Allí estaban todas las muchachas más bellas, con las más bellas ropas, con las más bellas joyas y con las más determinadas intenciones. Entonces, finalmente, el príncipe anunció el desafío: "Daré a cada una de ustedes una semilla. Aquella que me traiga la flor más bella
dentro de seis meses será escogida por mí, esposa futura, emperatriz de China"

La propuesta del príncipe seguía las tradiciones de aquel pueblo, que valoraba mucho la especialidad de cultivar algo, sean: costumbres, amistades, relaciones, etc.

El tiempo pasó y la dulce joven, como no tenía mucha habilidad en las artes de la jardinería, cuidaba con mucha paciencia y ternura de su semilla, pues sabía que si la belleza de la flor surgía como su amor, no tendría que preocuparse con el resultado.

Pasaron tres meses y nada brotó. La joven intentó todos los métodos que conocía pero nada había nacido. Día tras día veía más lejos su sueño, pero su amor era más profundo.Por fin, pasaron los seis meses y nada había brotado. Consciente de su esfuerzo y dedicación la muchacha le comunicó a su madre que sin importar las circunstancias ella regresaría al palacio en la fecha y hora acordadas sólo para estar cerca del príncipe por unos momentos.

En la hora señalada estaba allí, con su vaso vacío. Todas las otras pretendientes tenían una flor, cada una más bella que la otra, de las más variadas formas y colores. Ella estaba admirada. Nunca había visto una escena tan bella.

Finalmente, llegó el momento esperado y el príncipe observó a cada una de las pretendientes con mucho cuidado y atención. Después de pasar por todas, una a una, anunció su resultado. Aquella bella joven con su vaso vacío sería su futura esposa. Todos los presentes tuvieron las más inesperadas reacciones.

Nadie entendía por qué él había escogido justamente a aquella que no había cultivado nada. Entonces, con calma el príncipe explicó:

"Esta fue la única que cultivó la flor que la hizo digna de convertirse en emperatriz: la flor de la honestidad. Todas las semillas que entregué eran estériles"

(Autor desconhecido)

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