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Filosofando

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Angel of darkness:
Ontem estava no jardim e pensei naquele velho argumento do "eu faço-te isto porque fizeste primeiro/tu é que começaste"

Isto é completamente...pointless! Porque se formos a pensar assim entramos em ciclos viciosos, mas mesmo assim não será de admitir que quem começa efectivamente algo é quem tem o dever de parar?


Outra coisa que costumo pensar e exprimir é a noção de vergonha que também é algo que não faz sentido existir, aparentemente. Ora se temos vergonha de algo é porque moralmente não achamos bem fazê-lo...então porque o fazemos? Se é mesmo necessário fazê-lo o facto de ser entendido como "necessário" não atenua o valor moral da coisa?

Nuno_18:
diz me que sim , estou aqui , nada nos vai separar , quero estar

unfold:
Quando foi que a maioria se permitiu retrair tanto? Quantos dos que se cruzam connosco na rua, são eles próprios, e quantos saíram de casa colocando o chip da fantochada? Lembro-me daquela senhora, no elevador, que conteve a vontade de rir. Como se rir fosse proibido. Penso no porquê de o ter feito, no porquê de não se ter permitido dar uma gargalhada no elevador. Será que só se ri em casa, nos ambientes seguros? Que amarras serão as dela? Quando foi que nos esquecemos que podemos dançar na rua, que podemos abrir os braços e abraçar a chuva que cai do céu? A maioria já não repara nessas coisas? Não sabe que pode? Quando é que as pessoas podem ser elas? É por isso que nos dizem que devemos ir de vez em quando para um local onde ninguém nos conheça? Ah, estou a ver... temos de ir para um local onde ninguém nos conheça, porque nesse local perdemos o peso de podermos ser identificados e, então, podemos ser nós próprios? Ah, teatro durante 343 dias por ano... e nos 22 dias que temos de férias, podemos ser nós, sem amarras? Que triste que isso deve ser. Manter a pose, viver direito 343 dias... e ser livre e espontâneo durante 22 dias.

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