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31 de março: Dia Internacional de Visibilidade Transgénera

O dia de hoje tem sido assinalado nos últimos anos como o Dia Internacional da Visibilidade Transgénera. Não foi certamente por acaso que este dia foi escolhido nem foi certamente por acaso que a realidade da população transgénera também foi aqui especialmente considerada. A celebração do dia 31 de março leva-nos também a refletir sobre a condição de tantas pessoas transgéneras em Portugal e no mundo inteiro.

As questões de identidade e/ou de expressão de género foram amplamente descuidadas durante décadas um pouco por todo o mundo e, como resultado, deu-se origem a uma falta de compreensão destas realidades, o que se traduz muitas vezes em preconceito, bullying, dificuldades e falta de apoios e de entidades a quem recorrer.

Falar de transgenerismo não é apenas falar dos outros e de uma realidade distante. Falar de transgenerismo é, essencialmente, falar de nós também.

Quem decide, afinal, o que somos e, por consequência, como devemos agir e como nos devemos comportar?
A verdade é que, se olharmos às normas sociais e à forma como nos comportamos ou às nossas preferências diárias, todos, ou quase todos, nos podemos considerar transgéneros.
Se as saias são para as raparigas, as calças hão-de ser para os rapazes mas não são eles os únicos que as vestem.
Se azul é para os rapazes, cor-de-rosa há-de ser para as raparigas, mas não é isso que se aplica diariamente.
Se cozinhar é para as raparigas, então o que dizer de um rapaz que gosta de cozinhar?

Estes são exemplos pequenos mas não são irrelevantes. É nestes detalhes e nestas normas que se criam as bases para a discriminação de pessoas. Em definição chamam-lhe transgéneras, no dia-a-dia são eles, são os outros, és tu.

É nesse sentido que é importante, cada vez mais, trabalhar. Trabalhar pela visibilidade, trabalhar pelo apoio, trabalhar pela liberdade de identidade e expressão de género de cada pessoa. É necessário dar voz, rosto e compreensão a quem é esquecido, ignorado ou propositadamente desrespeitado.

Consciente de que muito há por fazer nesta área, a rede ex aequo tem trabalhado no sentido de dar mais espaço, mais voz e mais visibilidade a estas pessoas. Foi por isso que no passado dia 16 de março realizámos o primeiro Encontro Nacional de Jovens T da rede ex aequo. Neste encontro foram discutidas várias questões e situações com que se deparam jovens transgéneros em Portugal e as suas possíveis soluções. Acreditamos que foi um passo muito importante a ser somado a outros que têm sido dados.

Não nos esqueçamos, no entanto, que qualquer pessoa, independentemente da sua idade, pode ser vítima, seja em termos verbais, físicos e/ou institucionais, por ser percecionada como transgénera.

Celebremos o livre desenvolvimento da nossa identidade e expressão de género. Celebremos, então, a diversidade!