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Comunicado: Dia Internacional da Visibilidade Trans

O Dia Internacional da Visibilidade Trans nasceu em 2009, quando a activista trans americana Rachel Crandal fez a primeira chamada para esta celebração, através do Facebook. A sua ideia era assinalar a visibilidade positiva das pessoas trans, em oposição às memórias negativas que a transfobia, o discurso e os crimes de ódio legam diariamente às comunidades trans de todo o mundo (e já habitualmente assinaladas pelo Dia Internacional da Memória Trans, a 20 de novembro). Celebra-se, portanto, a vida – em oposição à morte a que muitas pessoas trans são ainda condenadas, vítimas da intolerância, da discriminação e, justamente, da falta de visibilidade.

Este ano, mais uma vez, a rede ex aequo junta-se à chamada de Rachel para romper o silêncio a que ainda muitas pessoas trans e suas vivências são condenadas em Portugal, na Europa e em todo o Mundo. Segundo o Inquérito LGBT Europeu, divulgado pela FRA (Agência para os Direitos Fundamentais da União Europeia) em 2013, 1 em cada 3 pessoas trans inquiridas que estiveram empregadas e/ou à procura de emprego sentiu-se discriminada nessas situações. Segundo o mesmo estudo cerca de 3 em cada 10 pessoas trans afirmaram ter sido vítimas de violência ou de ameaças de violência por mais de três vezes no ano anterior ao inquérito. A maioria não apresentou queixa junto às autoridades do seu país.

Esta discriminação relativa às pessoas trans subsiste em parte devido à invisibilidade que as pessoas trans, as suas vivências e histórias continuam a ter na nossa sociedade. Se bem que conceitos como género ou sexo não coloquem muitas dúvidas, quando se fala de identidade ou expressão de género, de transgenerismo ou transexualidade, o cenário tende a alterar-se. Somente através do reconhecimento da existência do outro será possível a criação de empatia e de compreensão.

Falemos sobre transgenerismo nas ruas. Que a identidade ou expressão de género sejam tópicos correntes. Que a transexualidade não seja um fator de exclusão. Pela visibilidade trans.

A direção da rede ex aequo
31 de março de 2014