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31 de março: Dia Internacional de Visibilidade Transgénera

A celebração deste dia teve início há dois anos. Desde essa altura que se pretende fazer o contraste com o que, até aí, se limitava a ser o dia de “Remembrance” - a lembrança das vítimas mortais da transfobia. Infelizmente, essas vítimas continuam a existir, tal como a transfobia. No entanto, falar de transgenerismo não implica necessariamente falar de morte. Falemos de vida!

Seria redutor limitar este conceito a “plumas”, espetáculo, ou mesmo só a “elas” e “eles”. Falar de transgenerismo é falar de algo que nos diz respeito, a todas e todos nós.

Diariamente, milhões de pessoas, muitos deles jovens, enfrentam grandes obstáculos devido à sua identidade ou expressão de género. Seja por discriminação laboral, familiar, religiosa, legal, entre tantas outras, as dificuldades sucedem-se em múltiplas vertentes da sua vida.

As pessoas transgéneras não podem continuar a ser alvo de preconceitos e estereótipos, é urgente eliminar o bullying escolar e laboral, bem como os entraves (legais) para aquelas e aqueles que requerem a reatribuição de sexo.  De facto, um estudo de novembro de 2009, intitulado National Transgender Discrimination Survey, das organizações National Center for Transgender Equality e National Gay and Lesbian Task Force (EUA), deu a conhecer dados preocupantes: 97% das pessoas transgéneras norte-americanas são maltratadas nos seus locais de trabalho, devido à sua identidade de género. O número de pessoas transgéneras que ganham menos de 10.000 doláres por ano é o dobro da média, nos EUA. Muitas são atiradas para a pobreza e para profissões que não desejam, frequentemente no mundo do espetáculo ou até na prostituição. Algumas são mortas. Por preconceito, ignorância e ódio.

Olhando para a realidade portuguesa, vemos que a maioria das e dos que não se expressam de acordo com os modelos sociais de cada género acabam por ser discriminadas e discriminados e sofrer. Seja a rapariga que gosta de futebol ou o rapaz que gosta de dança. Para alcançarem os seus sonhos, ambos terão de lutar para poderem seguir os seus caminhos e para resistirem às pressões e limitações colocadas pela sociedade.

Será que, como sociedade, podemos aceitar isto? Não nos afectará a todas e a todos? Fará sentido aceitarmos leis e modelos que impedem o desenvolvimento sócio-emocional saudável e pleno das potencialidades de cada um? Não! Devemos fomentar a liberdade, a justiça e o respeito, não o ódio.

Falar de transgenerismo é falar de pessoas, pessoas que corajosamente enfrentam uma sociedade e cultura que ainda lhes são hostis.

Mas é, sobretudo, falar de direitos humanos. Da substância da Humanidade que temos e da que queremos construir. Uma sociedade para todas e todos: diversificada, inclusiva e livre. Onde não nos julgamos mutuamente pelas nossas diferenças, mas nos valorizamos pelos nossos contributos. Onde todas e todos podem procurar a sua felicidade.

É nisto que reside a importância deste dia: na defesa da dignidade humana, da segurança e liberdade para todas e para todos.