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Autor Tópico: Consequencias de ter um filho homossexual  (Lido 27016 vezes)
 
Sakura-Ch4n
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« Resposta #60 em: 28.Abr.2007, 05:20:45 »

Bastante..
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« Resposta #61 em: 28.Abr.2007, 08:56:29 »

Ter de aprender a conhecê-lo e a respeitá-lo dado o tabú em torno da questão. Fora isso, preparar-se para a sociedade que também ela é uma barreira, mas, juntos, pode-se tentar passar ao lado de problemas e quando os há lutar por os esclarecer.
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« Resposta #62 em: 01.Mai.2007, 19:52:49 »

Ter de aprender a conhecê-lo e a respeitá-lo dado o tabú em torno da questão. Fora isso, preparar-se para a sociedade que também ela é uma barreira, mas, juntos, pode-se tentar passar ao lado de problemas e quando os há lutar por os esclarecer.
um possível off-topic!

Ideal muito bonito! E muitas vezes fica-se por isso! Um ideal! Porque os próprios pais (e irmãos) não tentam nem conhecer nem respeitar. Simplesmente resolver de uma forma autoritária e sob a máxima paternal "Eu é que sei"!
Ter irmãs que dizem "e o que é que os meus amigos vão dizer de mim quando souberem isso" sinceramente não ajuda!
[E felizmente não falo por experiência própria]

Mas também há casos de sucesso e compreensão... E isto faz-nos voltar à beleza do ideal... só isso! Um ideal!
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« Resposta #63 em: 02.Mai.2007, 10:29:42 »

Concordo que haja casos mais difíceis que outros, the_insane. Longe de mim opor-me! O que eu considero é que 90% dos resultados só dependem de nós. Tenho uns pais complicados, não tanto a mãe mas o meu pai é um caso de preconceito e pequenez que só de pensar me arrepia, mas desde que me assumi (e já passei por fases bem complicadas) que tenho conseguido outra ceptividade. A minha mãe está quase conquistada e o meu pai também já não está como estava. É preciso saber dar para receber. O fardo é nosso, é preciso saber como partilhá-lo e sobretudo saber ser paciente e persistente. Com calma atingir o fim sem desistir!
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« Resposta #64 em: 02.Mai.2007, 22:47:56 »

O que eu considero é que 90% dos resultados só dependem de nós.

Peço desculpa mas tenho de discordar! Não! O que depende de nós é uma proporção infinitamente mais pequena e variável de situação para situação? Porque afinal, o que é que eu posso fazer para "ser melhor aceite"? Atravessar velhinhas na passadeira?

E outro dia veio-me o vipe! O namorado da minha melhor - pessoa respeitavel e inteligente (refiro-me ao namorado) - disse-lhe a bonita frase (ou em tudo semelhante) - Tu nunca tenhas amigos homossexuais, ele têm muitos problemas e doenças... É capaz de ser apenas, uma questão de homofobia extrema. A sociedade tem "medo de nós" (desculpem a generalização, mas adoro por as coisas nestes termos) por todo o mal que estereotipicamente representamos... Enfim.. desabafos!
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« Resposta #65 em: 02.Mai.2007, 23:28:43 »

A sociedade não nos conhece. A luta a que me refiro, individual e colectiva, é mesmo para evitar isso... E certamente que não é ajudando uma velhota a atravessar a rua, ser´sim mostrando à velhota quem és afinal. É preciso saber moldar as pessoas racional e moralmente, é por essa falha que ninguém se entende...
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« Resposta #66 em: 18.Mai.2007, 18:38:26 »

Ola mae Kiss
Daqui também escreve uma mãe, é natural que compreenda melhor a sua situação, pois tambem estou em pé de igualdade, passei por tudo o que você está a passar.
Apesar de estarmos a falar em anonimato gostaria muito de falar consigo pessoalmente. A vida é imprevisível para nós e para os nossos filhos, mas acima de tudo a felicidade do meu filho é o que importa. Tento apoiar o meu filho acima de tudo, porque ele precisa mais do que ninguém da minha atenção e do meu apoio. O preconceito é um problema que me aterroriza e eu não quero que nada de mal aconteça ao meu filhote. Eu sei que é complicado mas só quando nós passamos pelas situações é que as compreendemos realmente, eu tive que passar por isto para compreender, e agora sei que independentemente de quem o meu filho ame eu vou amá-lo sempre acima de tudo, isso não vai interferir na nossa relação e sei que ele é feliz assim. Lembre-se sempre que o seu filho precisa de si agora mais do que nunca e pergunte sempre se ele já arranjou um namorado(a).  Tongue  Wink

Um beijo mãmã do water element  Tongue
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Eloi
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« Resposta #67 em: 19.Mai.2007, 19:09:45 »

Boa tarde

É com grande respeito que regresso a este forum, pedindo desde já sincera desculpa pela longa ausência.

Venho solicitar alguma ajuda, ou simples conselhos, acerca do meu filho. Vivemos agora num ambiente de paz e respeito mutuo. Ele ultrapassou bem toda situação do divorcio e da rejeição da mãe, sendo capaz de seguir a sua vida com sucesso, do qual me orgulho bastante, uma vez que ele o tem feito sozinho e com grande determinação. Ele teima em atribuir tudo isto a mim, agradecendo-me vezes sem conta, mas a verdade é que tudo isto se tornou possivel devido à grande coragem e força de vontade que ele possui. Nada mais que isso. Fui apenas um apoio, um amigo, que de forma subtil o acompanhou.

Actualmente, o meu filho apresentou-me um rapaz. São evidentes os sentimentos entre eles e parece-me, portanto, que há entre ambos uma relação verdadeira. Confesso que gostei de conhecer este rapaz. E penso que o sentimento foi recíproco. Mas aqui está o problema. Este rapaz mostra sinais de falta de afecto e apoio familiar. Segundo me disse o meu filho, o rapaz assumiu-se já há alguns anos aos pais, mas estes mostraram desde sempre uma forte apatia e frieza em relação ao rapaz. De alguma forma fez-me recordar os testemunhos de muitos jovens que passam aqui pelo forum em busca de apoio.

O meu filho, que ama realmente este rapaz, quer portanto ajudá-lo. De modo que veio pedir-me autorização para que o rapaz possa ficar cá em casa connosco. Eu compreendo que o meu filho esteja desejoso de ajudar o rapaz, também gostaria muito de fazê-lo, uma vez que ele já pensou em fugir de casa (o que não é de modo algum uma boa opção), mas isto envolve muitas outras questões e problemas que não seriam bons nem para mim, nem para o meu filho. Embora tenha pena do rapaz, tratam-se de assuntos familiares que apenas ele e os pais podem resolver com calma. Expliquei isto ao meu filho, mas uma vez que ele está muito apaixonado, seria mesmo capaz de arriscar para que o rapaz se sentisse melhor.

Vejo que o meu filho se sente ineficaz no meio da situação e olha para mim à espera de um sinal. Embora me magoe, não há nada que eu possa fazer.

Tenho um filho homossexual, aceito-o, amo-o e estou do seu lado sempre que ele precisar. Mas a minha missão não é interferir noutras familias e "salvar" estes jovens que, injustamente, sofrem dentro da sua propria casa. Assim disse ao meu filho. Caso um dia algo corra muito mal na familia deste rapaz e ele seja expulso de casa ou maltratado, já será diferente. Sem duvida que não vou virar as costas à situação e irei oferecer abrigo ao jovem até que as coisas se resolvam. Mas uma vez que há apenas incompreensão, não há motivos para alarme. Até porque o rapaz sabe que pode sempre passar por aqui quando se sentir sozinho ou quiser conversar, pois o meu filho estará sempre cá para o receber.

O meu filho é jovem e uma vez apaixonado está incapaz de compreender isto. Felizmente sabe que nunca faria nada para o magoar e que se lhe expliquei isto, é para o seu bem. Espero que de facto a minha atitude tenha sido correcta.
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Duro Fare Niente


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« Resposta #68 em: 19.Mai.2007, 19:30:35 »

Não duvide que a sua acção tenha sido a correcta: de facto, arranjar contendas onde elas não existem é o pior que se pode fazer, principalmente se envolver "problemas" (leia-se incompreensão). Faça o seu filho entender isso, para que ele sozinho não cometa parvoices motivadas pelo sentimento; terá a tarefa facilitada se o seu filho tiver uma mente extremamente racional, irá entender isso mais facilmente. Se algum dia houver algum tipo de agressão (fisica ou psicológica, se esta se tornar notóriamente insuportável), tome a iniciativa de o tomar a seu cuidado.

Quem sabe se uma conversa com a familia desse rapaz nao mudará muita coisa?

E por favor, nao deixe de postar neste forum. Tanto por si (que pode encontrar aqui algum refugio) como por outros pais de homossexuais ou os próprios homossexuais, que podem encontrar nova força e esperança neste testemunho. Coragem, está a fazer o que todos os pais deveriam fazer!
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Teoria do gato flutuante:

Se atirarmos o gato ao ar ele cai sempre de pernas para baixo 
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se barrarmos as costas do gato com manteiga e o atirar ao ar ele flutua
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« Resposta #69 em: 19.Mai.2007, 19:48:17 »

Eloi, não me sinto bem a tratá-lo por você, desconheço a idade, mas além do mais trato toda a gente do fórum por tu, no entanto, não queria aqui demonstrar uma falta de respeito, portanto espero que compreendas.

Quando tomamos uma atitude contra a vontade de alguém que gostamos, ficamos sempre na dúvida se agimos bem, por vezes é difícil elevarmos o espírito para uma zona racional e objectiva. Não sou pai, longe disso  Tongue mas compreendo de certa maneira o que sentes. A minha mãe cuida de mim desde os 7 anos, altura em que se separou do meu pai, e nunca teve nenhum relacionamento mais sério desde então, portanto eu, de certa maneira sou a figura paternal para os meus irmãos. Por vezes custa-me dizer que não, quando vejo o desgosto que estou a causar, mas mais tarde, quando as emoções acalmam, vejo que procedi bem, porque nem tudo o que as pessoas acham bem o é. Essas decisões cabem a cada um, e não é por o teu filho ser gay que tu tens de ser mais permissivo ou não. Como qualquer pessoa compreendo o teu ponto de vista. Provavelmente se se tratasse de uma rapariga procederias da mesma maneira. A coisa mais importante para cada um é a sua família (afectiva, entenda-se) e acho que uma conversa com os pais desse rapaz poderia ajudar, sei por experiência própria que ajuda mesmo em alguns casos. Penso que a tua preocupação pelo rapaz é de louvar, porque embora muitos pais aprendam a aceitar a homossexualidade do filho, nem sempre se sentem à vontade com os namorad@s. Chegando por vezes a culpá-los por todo o "mal" que pensam ter na família.

Parabéns uma vez mais pela extraordinária maneira de lidar com o teu filho, apesar de todo o desgosto que pode ter causado na vida familiar, é bom ver que os dois se estão a entender e juntos constroiem um futuro. E quero que saibas que o teu testemunho neste fórum é significativo. Muitos jovens leiem as tuas palavras e encontram um certo conforto, ao pensarem que ainda há pais que acima de tudo amam os filhos, têm esperança para que os seus também reajam assim.
« Última modificação: 19.Mai.2007, 19:50:16 por Blueboy » Registado

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« Resposta #70 em: 20.Mai.2007, 12:02:53 »

Caro Eloi,

Ainda não sou pai, sou até bastante novo, mas sou filho e, mais, sou um filho minoritário como todos os presentes neste fórum, quer sejam pessoas LGBT ou simpatizantes. São poucos os que tomam uma atitude como a do senhor e poucos os que se revelam presentes. Gostava por isso de o louvar. Um pai que está lá para o filho, recebendo e aceitando tudo o que este tem para dar, seja maioritário ou minoritário, é sem dúvida a maior das bênçãos. Creio que o apoio da família é uma das bases mais importantes e por isso será bom enaltecer posições como a sua.

Esse rapaz aquem se refere (e a quem abriu braços de forma tão amiga e consciente, a perfeição da responsabilidade que se vê em poucos) está a passar por uma fase que feliz ou infelizmente todos passamos. Uns de uma maneira, outros doutra, uns com maior receptividade outros que nem tanto, mas todos. Creio que será muito mais importante ter as portas abertas para o ouvir e para o ajudar do que, como aliás disse, abrigá-lo. Isso incrementava raivas e confusões e enaltecia a desunião. Será mesmo muito importante estar perto e sobretudo transmitir-lhe que ele sim é o portador do fardo e que ele sim tem de conquistar o seu espaço, a sua liberdade. Custa imenso mas para os pais também custa. Pessoas consumidas pela febre do preconceito e da ignorância precisam também elas de todo o apoio para perceber e poder também apoiar.

É mau alimentar milagres e cometer sucessivos erros desleixados. Deverá, sim, alegrar-se por ter estado e estar como está na vida desses dois rapazes. O seu filho, bem como esse rapaz, certamente lhe agradecerão toda essa responsável e amiga liberdade!
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« Resposta #71 em: 26.Mai.2007, 08:02:12 »

Fiz um vídeo relacionado com o tema espero que gostem  Grin

http://www.youtube.com/watch?v=rFMv1drRM4Q


adorei o video... lindo mm, pos m a chorar  Lips Sealed
keria mm mt ter uma mãe assim!  Lips Sealed
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« Resposta #72 em: 26.Mai.2007, 09:20:42 »

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Daqui também escreve uma mãe, é natural que compreenda melhor a sua situação, pois tambem estou em pé de igualdade, passei por tudo o que você está a passar.
Apesar de estarmos a falar em anonimato gostaria muito de falar consigo pessoalmente. A vida é imprevisível para nós e para os nossos filhos, mas acima de tudo a felicidade do meu filho é o que importa. Tento apoiar o meu filho acima de tudo, porque ele precisa mais do que ninguém da minha atenção e do meu apoio. O preconceito é um problema que me aterroriza e eu não quero que nada de mal aconteça ao meu filhote. Eu sei que é complicado mas só quando nós passamos pelas situações é que as compreendemos realmente, eu tive que passar por isto para compreender, e agora sei que independentemente de quem o meu filho ame eu vou amá-lo sempre acima de tudo, isso não vai interferir na nossa relação e sei que ele é feliz assim. Lembre-se sempre que o seu filho precisa de si agora mais do que nunca e pergunte sempre se ele já arranjou um namorado(a).  Tongue  Wink

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Que se oiçam as palavras do Amor de uma Mãe ^^
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« Resposta #73 em: 26.Mai.2007, 09:22:10 »

Fiz um vídeo relacionado com o tema espero que gostem  Grin

http://www.youtube.com/watch?v=rFMv1drRM4Q


adorei o video... lindo mm, pos m a chorar  Lips Sealed
keria mm mt ter uma mãe assim!  Lips Sealed


É o nosso desafio: conquistar o nosso espaço, revelar a nossa dignidade, atrair a compreensão do mundo.

Bonito!
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« Resposta #74 em: 26.Mai.2007, 13:23:08 »

É o nosso desafio: conquistar o nosso espaço, revelar a nossa dignidade, atrair a compreensão do mundo.

Damn' it! As palavras estão bem escolhidas! *Claping hands*
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